Quando falo em oração, rapidamente imaginamos um momento de silêncio e conexão em que lemos ou repetimos, mentalmente ou não, uma prece ou um mantra. Para algumas pessoas, orar é apenas silenciar. Acalmar os ruídos da mente e dar um desconto à voz. Para mim, orar era rezar. No meu caso, rezar era falar com Deus através de um texto existente, como a oração do Pai Nosso ou Avé Maria. Sentia que tinha de me deslocar a uma igreja para o fazer.
O autoconhecimento e o conhecimento espiritual levaram-me a outro nível do orar. O ato da oração é tudo o que referi em cima sim, mas muito, muito mais. Orar é sobretudo conexão, entrega e devoção. E há tantas formas de atingir estes estados sagrados de pura presença. Algumas pessoas apenas o conseguem fazer em silêncio, outras fazem-no enquanto caminham na natureza. Há também aqueles que oram enquanto se riem às gargalhadas e aqueles que mergulham na oração durante uma conversa profunda. Alguns conseguem orar de todas as formas, pois sentem Deus tão intensamente em si que não há necessidade de algum momento «especial» para orar. Toda a sua vida e jornada é pura oração — conexão, entrega e devoção.
Orar é amor. Quando vivemos em amor, orámos e quando orámos, estamos em perfeita sintonia com a nossa alma, com a presença divina que somos. E por isso, orar é agradecer. Quando somos verdadeiramente gratos pelo que possuímos e somos, então oramos em e na vida.
Não há alguma forma certa para orar. Cada um tem a sua maneira de o fazer e está tudo bem. Claro que a mais profunda oração é quem transforma toda a sua vida numa. Quando viver for orar, conhecemos o maior potencial da oração.









