Existem imensas linhas de forças (nadhis ou leys) por todo o planeta Terra. O ponto de encontro destas linhas de Ley formam um chakra. Sim, o planeta também possui chakras. E tal como nós, tem sete chakras principais, milhares de secundários e milhões de terciários.
O local destes chakras sempre foi conhecido por sábios, magos, ocultistas e astrólogos. Tanto que, na Antiguidade, estes plexos eram assinalados pela construção sobre eles de edifícios sagrados (igrejas, basílicas, catedrais, templos…) ou edifícios militares (castelos, castelejos, castros…). A construção destes edifícios nos locais dos chakras planetários, servia sobretudo para distinguir tais lugares como «especiais», únicos. Era como se os mesmos locais fossem «enclaves mágicos» onde, de uma forma mais fácil e leve, o Céu e a Terra se uniam. Naqueles locais, a conexão da matéria com o divino era mais intensa e mais visível. Por isso, construíam edifícios para usufruir das energias destes vórtices e, por vezes, para aumentar as peregrinações aos mesmos e, então, aos chakras planetários, onde a energia se revelava mais poderosa. Existem vários exemplos deste último objetivo no Ocidente como Santiago de Compostela, Roma e Jerusalém, ou então Meca, Varanasi e Lhasa no Oriente. As vias para estes pontos começaram a criar rotas sagradas, como se todos os pontos se unissem por linhas energéticas invisíveis. A estas linhas atribuímos o nome de forças, nadhis ou leys.
Os grandes vórtices do planeta são sempre formados por um plexo maior para o qual são magnetizadas as correntes de forças de outros sete plexos menores. Existem imensos vórtices por toda a Terra e, por isso, também existem umas quantas Terras Santas. É assim que aparecem os lugares sagrados, cujas cidades erguidas sobre tais plexos planetários acabam por se tornar em cidades santas. Todas as cidades santas começam a partir de uma ermida, depois capela, a seguir igreja, basílica, catedral… e por aí vai.
A maioria dos grandes chakras planetários encontram-se em locais próximos ou mesmo numa montanha. Isto pois, a montanha acaba por ser um género de um «pico» desse mesmo chakra. Quanto maior a altitude, maior o nível do elemento éter e, por isso, maior a qualidade energética. Temos o exemplo de Moreb, Shasta, Ararat, Kurat e muitas outras. Contudo, todas elas são imagens da grande montanha primordial, tradicionalmente assinalada no Pólo Norte magnético do Mundo, Meru.
Foi devido às Linhas de Ley (e aos chakras do planeta Terra) que se criou a famosa tradição dos «centros do mundo». Mesmo em Portugal, é visível a mesma representação em várias igrejas. O símbolo do «centro do mundo» determina o local onde se iniciou um edifício ou mesmo uma cidade. Onde tudo começou. Já na tradição judaico-cristã, este ponto ao qual chamamos de «centro do mundo» era representado pela árvore da vida. São pequenas, mas bonitas curiosidades. Conhecimento nunca é demais, não é?
Ainda hoje, muitas pessoas percorrem estes vórtices planetários para receber, doar e ativar certas energias presentes nos mesmos. As Linhas de Ley são, também, a Corrente da Ascensão. Que não é nada mais, nada menos que o mais poderoso circuito eletromagnético ao qual estamos sujeitos. Todos os dias, a todos os segundos. E todos nós conseguimos sentir quando estamos mergulhados num dos chakras do nosso planeta-casa.
A fotografia deste artigo foi tirada pelo Hugo, na Torre Templária, em Dornes.









