O Amor É Rendição

O Amor É Rendição

Diz-se por aí que o amor é sobre lutar, mas o verdadeiro amor é sobre render. É a rendição ao amor que constrói maravilhas. Aquilo a que chamámos de problemas é apenas falta de amor. E onde falta amor, falta rendição. 

Parece que é difícil rendermo-nos à vida. Confiar. Entregar. Agradecer. Amar. 

O amor, quando é amor, não te pede luta. A luta esgota, desbasta, fere. Lutar é instintivo e o amor não conhece a superficialidade dos instintos, pois todo ele é profundo, imenso. O amor pede-te que o semeies, sendo que o mesmo é uma junção de várias sementes. O amor é colhido pelos que semeiam paciência, dedicação, renovação, esforço, liberdade, persistência, carinho e doação. O amor é profunda rendição, profunda gratidão. A gratidão por aqueles que amas é tanta que não os queres mudar, amas quem são tal como são. Ocupas o teu tempo com tanto amor, dedicação e gratidão que nem sequer tens tempo nem disponibilidade para criticar, ofender e querer mudar alguém. Tu simplesmente acolhes. Este foi o amor que Jesus cultivou. Um amor leve, que dá vida. Que gera partilhas profundas e não discussões contínuas. 

Se abraçarmos o amor, compreenderemos que não é sobre luta, mas entrega. Afinal, o amor é sobre perder, sobre querer perder. Aqueles que amam, doam-se inteiramente à vida. Entregam tudo de si a cada momento. Aqueles que amam são perdedores na balança do dar e receber, pois sabem que não há outra forma de receber senão dando. 

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