O Avatar é um filme profundo que tocou em imensos corações. Afinal, ele consegue relatar a nossa Essência e o que a define: conexão. Todo o filme é sobre conexão. Conexão uns com uns outros, com os animais, com as plantas, com a Natureza, com a Mãe Terra. O filme, para aqueles que estão mais despertos à Verdade, é uma fonte de conhecimento e de mensagens bonitas.
Fui ver o Avatar: O Caminho da Água ao cinema em 3D com a família. E foi uma experiência única. Confesso que chorei bastante ao longo do filme, não de tristeza, mas de emoção. James Cameron tem feito um trabalho incrível no que toca a esta sequência. Posso dizer que é o meu filme preferido.
James Cameron cresceu no Canadá, rodeado de florestas que lhe permitiram sentir e aprofundar uma forte conexão à Natureza. Ele acredita que a infância é o pai do homem e, por isso, a sua maneira de crescer ajudou-o imenso a ver o mundo e a Vida da forma como nos relata no filme.
James Cameron uniu os princípios budistas, a mitologia egípcia e outras crenças espirituais no mesmo filme. James Cameron acredita que as religiões deviam ser menos patriarcais, e por isso, para este filme, ele baseou-se no paganismo e nas religiões existentes antes de cristo, que expressavam intensamente a sua ligação a Deus através da Mãe Natureza. O paganismo tem como base os cânticos, a adoração e proteção da Natureza, as suas tradições profundamente espirituais e a forte conexão entre os povos. James considera-se ateu, pois acredita que assim mantém a sua mente aberta a novos conhecimentos e novas provas sobre a vida depois da morte. O Marcos sempre me disse que inspiração é conexão e este filme prova-o.
No filme Avatar conseguimos retirar imensas lições preciosas e bastantes mensagens espirituais. Vou começar por uma frase que guardei no meu coração, ao falar com Jake, Neyriti diz: «Quando tu não ouvires nada, tu ouvirás tudo. Quando tu não vires nada, tu verás tudo». Esta frase descreve a nossa Essência. Nós somos. Ponto. E quando somos, somos tudo. Não precisamos de nada exterior para sermos. Só precisamos de nós. De estarmos conectados connosco.
O Avatar fala-nos também da nossa ganância enquanto seres humanos. Temos uma ótima capacidade de construção, se assim o desejarmos. Mas também temos uma grande capacidade de destruição, se assim quisermos. O livre-arbítrio existe. Sempre. Mas não nos podemos esquecer que todas as ações têm consequências.
James descreve muito bem o abuso dos recursos do planeta e o egoísmo presente entre elementos da mesma espécie e de espécies diferentes. Caçamos os animais por dinheiro. Exploramos a Mãe Terra pela riqueza. Destruímos o planeta e a humanidade com guerras pelo poder. Queremos impor-nos sobre o diferente, não o respeitando. Acreditamos na vingança e desejamo-la muitas vezes. E sabes porquê? Porque o potencial choca intensamente com a energia poder. Onde há muito potencial, o poder assusta-se e tenta suprimir, destruir, condicionar e matar. Aconteceu com Jesus e com outras tantas pessoas que traçavam o caminho da Verdade. Falta-nos mais empatia, mais conexão à nossa verdadeira Essência.
O Avatar também nos mostra a Ordem. A importância de colocar-mos os nossos em primeiro lugar e os protegermos com todo o nosso Ser. Primeiro tu, depois o teu companheiro ou companheira e depois os teus filhos. Honrar a Ordem criada por Deus até ao fim.
A mensagem principal do Avatar, para mim, é que realmente, todos somos Um. Todos estamos juntos, todos precisamos uns dos outros para vivermos. Estarmos juntos, através da compreensão, da empatia, do respeito, permite-nos irmos mais longe. Permite-nos tornar a caminhada única e cheia de lindas emoções. A separação é uma ilusão do Ego. A superioridade e a inferioridade também. Não estamos aqui para sermos uns contra os outros. Estamos cá para sermos uns para os outros. De mãos dadas. E de coração aberto.
Como em tudo, vai haver sempre quem vibre no poder e quem vibre no potencial. Tu escolhes onde queres vibrar. Só tu. Eu escolho o potencial, todos os dias. Que a Vida me ajude a continuar a fazê-lo. O poder destrói. Destrói relações, destrói pessoas, destrói vidas. Por onde passa, ele é arrasador.
Lembra-te: a Natureza não está separada de nós. Nós somos a Natureza e Ela também nos é. Que a saibamos valorizar e respeitar. Que saibamos cuidar dela como ela cuida de nós. Afinal, sobrevivemos por ela. Que saibamos retribuir. O filme mostra-nos muito bem o quanto os animais são puros, o quanto estão conectados à fonte. Gosto de dizer que eles são uns verdadeiros anjos na Terra. Honrar toda a Vida que existe, também é honrares quem és: uma Alma a viver uma experiência física. Com tudo o que isso implica.









