Não é um Adeus, é um Até Já

Não é um Adeus, é um Até Já

Sinto tanto a tua falta. Dos teus conselhos, dos teus abraços, dos teus beijos recheados de tranquilidade, do teu colo… de ti! Não tem sido fácil, nada fácil, mas tu sempre me disseste que é o difícil que nos faz crescer. ⁣

Tirando isso, por aqui continua tudo igual. Os teus vasos de flores continuam no mesmo sítio, exatamente onde gostavas de os ver. A Marta e o Pedrinho continuam a fazer asneiras e a deixar a Margarida sem paciência. Ainda chego do trabalho cansado e sem forças mas, tal como te prometi, não vou desistir. A laranjeira que plantaste deu ontem a sua primeira laranja e tinhas razão, são mesmo doces. Nunca pensei gostar de laranjas, mas a verdade é que estou ansioso pela próxima. A nossa nova casa já está quase pronta e sempre colocamos a mesa ao lado da janela da sala, onde disseste que ficava melhor. Realmente a vista desta janela é extraordinária, agora compreendo porque passavas tanto tempo à frente dela. Também acabei o livro que me pediste para ler e só na última página é que te percebi, onde diz que «amor é fogo que arde sem se ver». Óh se é! ⁣E que fogo intenso este, que desvasta e aquece. Que queima e ilumina.

Sinto a tua falta. E tu sabes que sim. As saudades enchem-me o peito. Já não vejo o teu sorriso, mas sei que os anjos o vêem. E que sorte a deles! Mas nem a morte é capaz de separar duas almas que se amam verdadeiramente. Não é um adeus. É um até já. Encontro-te do outro lado do caminho! Cuida-te.⁣

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